segunda-feira, 25 de março de 2019

FIBROMIALGIA NÃO É COISA DA SUA IMAGINAÇÃO

Durante décadas, pacientes com fibromialgia visitaram consultórios de diferentes especialidades procurando alívio para suas dores. Questionados sobre o local da dor, era comum a resposta “pergunte-me onde não dói”. Os exames, entretanto, não revelavam nada: nenhuma lesão muscular, nenhuma inflamação. O paciente peregrinava de clínicos para reumatologistas até, enfim, chegar a um psicólogo, às vezes convencido de que a dor só existia na sua imaginação.
Como as dores geralmente são musculares ou localizam-se nas articulações, durante muito tempo cabia aos reumatologistas investigá-las. Porém, estudos apontam que esta seria uma doença da área dos neurologistas. O cérebro de quem tem fibromialgia processaria a dor de maneira exagerada. Estima-se que uma pressão de até quatro quilos não provoque dor na maioria das pessoas, mas bem menos que isso já é suficiente para disparar dor intensa em quem tem a doença.
“Desde a década de 1980 já havia estudos mostrando que pacientes com fibromialgia tinham neurotransmissores de dor, como a substância P (de “pain, “dor” em inglês), em maior quantidade. Dos anos 2000 para cá, com o avanço da neurociência, passou a ser possível mostrar em exames essa diferença”, explica o dr. Eduardo dos Santos Paiva, presidente da Comissão de Dor, Fibromialgia e outras Síndromes de Partes Moles da Sociedade Brasileira de Reumatologia.

Cérebro de paciente com fibromialgia à direita apresenta maior reação à dor.
Cérebro de paciente com fibromialgia (à direita) apresenta maior reação à dor.
SINTOMAS E DIAGNÓSTICOS
É possível detectar a reação exagerada do cérebro a estímulos por meio de uma Ressonância Magnética Funcional, mas esse é um exame extremamente caro e trabalhoso e exige profissionais especializados e experientes para ser realizado, o que faz com que não seja aplicado rotineiramente e fique praticamente restrito ao uso em estudos. Geralmente, a investigação conta muito com o relato do próprio paciente e com exames para descartar doenças que possam ter sintomas similares, como espondilites, polimialgia reumática, hipotireoidismo e mieloma múltiplo, um tipo de câncer que acomete mais pessoas acima dos 65 anos.
Em geral, o primeiro indício de fibromialgia é uma dor localizada que persiste e, com o tempo, evolui e se alastra para tornar-se difusa, assemelhando-se à dor que toma o corpo todo após uma gripe forte. Normalmente a dor surge sem motivo, mas às vezes pode ser desengatilhada por traumas psicológicos, físicos, como uma lesão provocada por um acidente de carro, ou infecções.
Até os anos 1990, usava-se um mapa elaborado por 20 reumatologistas para testar a sensibilidade do paciente. Os 18 pontos distribuídos pelo corpo eram os mais citados por pacientes como locais doloridos. São simétricos bilateralmente, e a maioria se concentra acima da cintura. Alguns deles, em especial na nuca, nas escápulas e na parte externa dos cotovelos, ao serem pressionados provocavam gritos de dor.
pontos fibromialgia
Os 18 pontos de dor mais frequentes na fibromialgia.
Ainda assim, a dor da fibromialgia é diferente das dores agudas, como as causadas por um corte ou uma porta que se fecha violentamente sobre um dedo. A dor aguda gera uma reação fisiológica, a pessoa sua, berra. Já à dor crônica a pessoa vai se adaptando e passa a conviver com ela no dia a dia. Um paciente fibromiálgico que queira esconder sua condição consegue falar normalmente, sem demonstrar que está sofrendo. Quando está habituado à dor, então, vive seu cotidiano aparentemente sem sentir nenhum desconforto, o que motiva a descrença por parte de quem convive com ele.
Entende-se que, para haver fibromialgia, é necessário haver dor em todo o corpo por mais de três meses, na maioria dos dias ao longo desse período. “Os pontos de dor foram muito usados durante os anos 1990. Hoje em dia, eles ainda ajudam, mas não são definidores do diagnóstico. É necessário haver um conjunto de outros sintomas que englobam cansaço extremo, alteração do sono, da concentração e problemas de memória”, afirma o dr. Eduardo.
Entre esses sintomas, é marcante o papel da fadiga para caracterização da doença. Faz parte do processo de diagnóstico um questionário que visa a avaliar o impacto do cansaço na rotina do paciente. Ele tem de classificar de 0 a 10 o nível de dificuldade que enfrentou para realizar determinadas tarefas. E pelo grau de exigência das tarefas, podemos ter uma ideia do quão intensa pode ser a falta de energia. Afinal, como é possível se cansar penteando os cabelos?
Questionário de avaliação do impacto da fibromialgia.
questionário fibromialgia
“É um cansaço diferente, não é uma simples preguiça. Você acorda totalmente esgotada, sem vontade nenhuma de fazer as coisas”, relata a contabilista Sonia Folador. Hoje com 56 anos, tinha 45 quando começou a sentir fadiga, problemas de memória e dor generalizada, mais concentrada no lado direito do quadril.
Como ocorreu com Sonia, a doença costuma surgir em mulheres entre 30 e 55 anos, embora haja casos de pessoas mais velhas, adolescentes e até crianças acometidas, compondo no Brasil um contingente de aproximadamente 5 milhões de pessoas (cerca de 2% a 3% da população, percentual próximo ao que se estima no mundo).

FARDO FEMININO


Existem dez vezes mais mulheres atingidas que homens. Segundo o National Institute of Arthritis and Musculoskeletal and Skin Diseases, entre 80% e 90% das pessoas com fibromialgia são mulheres. O machismo enraizado em nossa cultura mostrou-se muito eficiente para transformar um fato científico em uma característica inerente ao gênero. Se as pacientes são mulheres, provavelmente a dor é psicológica, frescura, drama, sintoma de TPM (Tensão Pré-Menstrual) etc. E assim, gerações de mulheres passaram a vida resignadas, com dor e outros sintomas. “No começo não é fácil, a gente não sabe o que é. Antes tudo era reumatismo, mas a dor não passa e aí você vai vivendo. Depois que a gente descobre de fato, o tratamento progride”, afirma Sonia.
A ligação entre fibromialgia e o sexo feminino pode estar na serotonina, neurotransmissor que influencia o sono, a produção de hormônios, o ritmo cardíaco e outras funções fisiológicas importantes. As mulheres produzem menos serotonina, e por isso são mais propensas a problemas como depressão, enxaqueca e transtornos de humor, principalmente no período de TPM. Como o neurotransmissor também participa do processamento da dor, talvez esse seja a explicação para o número muito maior de pacientes mulheres.
Além da forte relação com o sexo feminino, a doença tem laços estreitos com a depressão. Cerca de 50% dos fibromiálgicos apresentam também esse transtorno grave, com um quadro agravando o outro: a dor e o descrédito provocam reclusão, piorando a depressão, que por sua vez intensifica a dor – de forma real, e não psicológica.

TRATAMENTO 


Como a dor da fibromialgia não tem uma origem definida, analgésicos e anti-inflamatórios não ajudam. Os medicamentos que surtem algum efeito são os da classe dos antidepressivos e neuromoduladores. Porém, alguns pacientes podem encarar a prescrição com desconfiança, devido à imagem negativa que as doenças psiquiátricas têm em nossa sociedade. Aqueles que tiveram de encarar incredulidade até chegar ao diagnóstico podem até expressar revolta, interpretando que a sombra da “dor psicológica” está voltando e que estão sendo tratados de algum transtorno psiquiátrico. No caso da fibromialgia, entretanto, tais remédios são usados simplesmente para aumentar a quantidade de neurotransmissores que diminuem a dor.

fibromialgia substância p
Comparativo entre a concentração do neuropeptídeo “Substância P” (do inglês “pain”, “dor”) em cérebros de pacientes com e sem a doença, mostrando quantidade mais elevada em fibromiálgicos.

Atualmente, a palavra-chave do tratamento para fibromialgia é atividade física. Mesmo quando o médico decide incluir alguma medicação, ela serve para permitir a prática de exercícios. É comum, por exemplo, pacientes dormirem mal. Alguns até dormem horas suficientes para repor as energias, mas ainda assim acordam cansados (o chamado “sono não reparador”).
Em um caso desses, receitar um medicamento para facilitar o sono obviamente melhora a qualidade de vida, mas tem como objetivo final dar mais disposição para uma atividade física no dia seguinte. “O paciente tem dificuldade pra entender por que tem tanta dor e não aparece em nenhum exame, então temos que dar condições para ele ser ativo no tratamento”, explica o dr. Eduardo.
“Eu acordo e tomo um cafezinho sem vontade de fazer exercício, mas mesmo assim troco de roupa e vou pra academia todo dia. Faço pilates, alongamento e natação. Percebo claramente a diferença quando não faço. Se não vou, parece que fico toda travada, sem querer fazer nada”, relata Sonia.
A fibromialgia não é considerada uma doença curável. Há casos em que os sintomas diminuem consideravelmente, chegando a quase desaparecer, mas há outros em que será necessário fazer controle por toda a vida. Entender esse fato é fundamental para levar o tratamento da melhor forma possível. Assim como a retroalimentação que ocorre fibromialgia e depressão, os sintomas da doença trazem uma série de problemas que se acumulam e se reforçam. A dor altera o humor, que afeta o rendimento profissional e as relações sociais, o que aumenta o estresse, que é um dos gatilhos da dor e assim estende-se ao infinito.
Pacientes não precisam se preocupar com danos graves, como deformações ou paralisação de membros. Além disso, precisam ter informação sobre a doença e não se abalarem caso ainda encontrem profissionais e pessoas que os desacreditem. Mantido o tratamento, a perspectiva é que as dores regridam ao custo de uma rotina que é recomendada para a saúde de qualquer ser humano: atividade física regular.
  • Matéria premiada no prêmio SBR/Pfizer de Jornalismo 2016.

sexta-feira, 8 de março de 2019

HÉRNIA DE DISCO AFETA 39% DAS PESSOAS COM DOR LOMBAR CRÔNICA



A hérnia de disco é uma das doenças degenerativas da coluna vertebral mais frequentes e afeta cerca de 39% das pessoas com dor lombar crônica. Pode causar, além do quadro de dor, acometimento em raízes nervosas e limitação de movimentos.

Antes de entender como ocorre a hérnia de disco é importante compreender que a coluna é composta por 33 vértebras, e entre cada vértebra encontramos o Disco Intervertebral. A principal função do disco é distribuir e suportar as cargas impostas à coluna e proporcionar flexibilidade e resistência aos movimentos, o que o torna um grande aliado de uma coluna saudável.

Você sabia que o disco intervertebral influencia a nossa altura? 

O disco intervertebral representa de 20% a 33% da altura da coluna. O disco é constituído por duas estruturas:

- Núcleo pulposo corresponde à parte central do disco, um gel semifluido composto por 70% de água, o que garante resistência à compressão e absorção de impactos; 

- Ângulo fibroso que corresponde à parte externa do disco, revestindo o núcleo pulposo, e consiste em um tecido mais fibroso e denso, rico em colágeno tipo 1, que proporciona resistência aos movimentos de torção, tensão e carga axial.

O que é hérnia de disco? 

É o deslocamento anormal do disco no espaço entre as vértebras, que pode ocorrer em qualquer segmento da coluna, mas principalmente nas regiões que apresentam maior mobilidade, como a região cervical e a lombar. Pode vir acompanhado ou não de extravasamento do núcleo pulposo. O deslocamento pode levar à compressão do canal vertebral e de nervos periféricos que saem da coluna para levar o impulso nervoso para outras partes do corpo.

Sintomas 

As pessoas com hérnia de disco podem apresentar dores na coluna e pode haver espasmo da musculatura, resultando em compensações posturais que levam à escoliose antálgica. A dor pode estar acompanhada ou não de alterações nas raízes nervosas, como irradiações para os membros superiores ou membros inferiores, o que dependerá da localização da hérnia no segmento da coluna.

A região lombar é a mais acometida, podendo levar à ciatalgia, a famosa "dor no ciático", que se estende da coluna até o membro inferior, causada por compressão ou irritação no nervo ciático. Ela pode evoluir com dor e fraqueza muscular em uma perna ou em ambas.

Quais as causas da hérnia de disco? 

A degeneração dos discos intervertebrais aparece como um dos problemas. É muito comum por ser um processo contínuo e progressivo com a idade, mas pode variar entre indivíduos. O processo inicia-se com a desidratação do disco e pode desencadear em uma hérnia de disco.

Além disso, existem outros fatores de risco, sendo eles: 

Traumáticos. 

Genéticos. 

Ambientais, posturais, desequilíbrios musculares. Oriundos de hábitos como sobrecarga de peso, demasiado período de tempo em um único posicionamento que leva a limitação de movimento e fraqueza muscular, tabagismo, entre outros hábitos.

Como saber se tenho hérnia de disco? 

Para o diagnóstico médico, a ressonância magnética é o exame mais indicado, associado à coleta da história clínica e exame físico de cada paciente. O tratamento pode ser conservador ou cirúrgico.

O que fazer para prevenir a hérnia de disco? 

Manter qualidade de vida com hábitos saudáveis, evitar o sedentarismo com a prática de exercícios físicos regulares sob supervisão de um profissional qualificado e evitar esforço físico inadequado, são as principais formas de prevenir a hérnia de disco.

Tratamento 

A maior partes das hérnias discais diminui de tamanho com o tempo, principalmente as hérnias maiores, pois o material é reabsorvido por mediadores inflamatórios e imunológicos locais.

O tratamento inicial é o conservador e tem como base a fisioterapia em associação ao tratamento medicamentoso prescrito pelo médico. 

O objetivo é conter o quadro e associar a cinesioterapia (terapia através de movimentos) de forma precoce para reabilitar e promover o retorno às atividades.

Além disso, durante a fisioterapia deve ocorrer a progressão envolvendo exercícios de estabilização. Estudos recentes mostram que exercícios de estabilização e controle motor apresentam mais benefícios que recursos eletrofísicos, como o famoso "choquinho", no tratamento de pacientes com hérnia de disco, com alívio de dor e melhora funcional.

Em 60% a 90% dos pacientes o tratamento conservador é bem-sucedido. Mais: 66,6% dos casos de hérnia de disco são reabsorvidos e em caso de dor no nervo ciático, há um melhora em 50% dos pacientes.

Já em caso de comprometimento neurológico, síndrome da cauda equina, mielopatia ou falha do tratamento conservador, a cirurgia torna-se o tratamento mais indicado.

Em caso de dor na coluna, com irradiação da dor para membros superiores ou inferiores, procure um profissional da área da saúde capacitado para te ajudar.

Fonte:- Paola Machado 07/03/2019 (( paolamachado.blogosfera.uol.com.br ))

sexta-feira, 1 de março de 2019

CONSUMO x GASTOS DE ENERGIA: ENTENDA OS MECANISMOS QUE REGULA SEU PESO.


A obesidade é uma epidemia global. Sua prevalência triplicou desde 1975. Estima-se que mais do que 1,9 bilhões de pessoas em todo o mundo estão acima do peso. Estatísticas nacionais indicam que 60% dos brasileiros estão acima do peso ideal. Os quilos extras favorecem outros tantos riscos à saúde, de forma que tratar a obesidade é uma questão crítica.

O peso é resultante do equilíbrio entre o consumo e o gasto de energia –conhecido como balanço energético. Ou seja, se consumirmos mais calorias do que gastarmos, vamos ganhar peso. Daí o tratamento da obesidade é baseado em intervenções para reduzir o consumo de calorias e aumentar o gasto de energia.

Consumo de calorias 

Já falei aqui no blog que a regulação do apetite é bastante complexa e que pessoas com obesidade tem mecanismos de saciedade menos eficientes. Estudos mostram que pessoas com excesso de peso produzem uma menor quantidade de hormônios intestinais que avisam o cérebro que o corpo está alimentado. São hormônios envolvidos na sensação de saciedade (tempo sem fome).

Uma outra alteração já comprovada em pesquisas, é que o hormônio da fome, cujo nível despenca logo após uma refeição em pessoas de peso normal, não se reduz em pessoas com obesidade, contribuindo para uma maior sensação de fome. Assim, para pessoas com excesso de peso, comer menos é muito mais difícil do que se pensa. Por essa razão, alguns dos novos medicamentos desenvolvidos para tratar a obesidade são direcionados para esses mecanismos. Se baseiam no uso de doses farmacológicas desses hormônios intestinais que causam saciedade, reduzindo a quantidade de calorias consumidas em cada refeição.

Gasto de energia 

O gasto de energia pelo corpo depende de alguns componentes como o metabolismo basal, termogênese alimentar e gasto com atividade física. Esse último, sempre deve ser estimulado e é um dos pilares importantes no tratamento da obesidade. Pesquisas recentes têm buscado tratamentos farmacológicos que possam aumentar o gasto energético de forma segura.

Um alvo atual de pesquisa tem sido a ativação da gordura marrom. Esse tipo de tecido gorduroso é responsável por manter a temperatura corporal maior do que a temperatura ambiente através da produção de calor, aumentando a taxa metabólica basal e o gasto energético total. Apesar da explosão de investigações pré-clínicas e da identificação de uma extensa lista de potenciais alvos moleculares para o recrutamento e ativação da gordura marrom, as pesquisas em humanos ainda são limitadas. Ainda não sabemos o quanto que a ativação desse tipo de gordura em humanos contribuirá para o aumento do gasto energético total e se de fato essa via será uma grande promessa terapêutica para a obesidade.

Fonte:- Universa
01/03/2019

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

FALHA NO CEREBRO GERA ÂNSIA POR ALIMENTOS CALÓRICOS, EXERCÍCIO PODE AJUDAR.

iStock
Fazer bons hábitos alimentares durante infância e adolescência pode ajudar a preparar uma alimentação saudável para toda a vida.

Variações na estrutura e na funcionalidade do córtex pré-frontal podem estar por trás da vontade por alimentos mais calóricos. Felizmente, exercícios físicos e atenção plena durante as refeições melhoram a atividade dessa região do cérebro. A conclusão é de um estudo realizado por pesquisadores da Western University, no Canadá, e publicado no periódico Trends in Cognitive Sciences na terça-feira, (26).

Os cientistas revisaram diversas pesquisas sobre a relação entre o apetite, o autocontrole e o cérebro. "Nossa revisão mostra que, se você tem menor atividade pré-frontal, pode ter maior predisposição a comer demais, o que pode levar ao ganho de peso e obesidade", diz Cassandra Lowe, que liderou o estudo.

Lowe e seus colegas dizem que há um corpo significativo de pesquisas sugerindo que os indivíduos que têm menos atividade no córtex pré-frontal quando tomam uma decisão podem também estar propensos a ter mais alimentos ricos em calorias. Essas pessoas também podem ser mais vulneráveis a dicas de comida, como anúncios de comida.

Além disso, a obesidade também parece afetar essa região do cérebro. "A obesidade causa esses problemas na estrutura e função do cérebro, mas essa relação é recíproca --as diferenças na estrutura e função do cérebro também podem causar a obesidade", diz Lowe.

Exercícios e mindfulness ajudam 

De acordo com os cientistas, o melhor jeito para estimular a atividade do córtex pré-frontal e regular os comportamentos alimentares é investir em exercícios físicos e em mindful eating, ou melhor, praticar a atenção plena durante as refeições.

" Foi demonstrado que o exercício aumenta a atividade em nosso córtex pré-frontal, o que, por sua vez, permite-nos ignorar os desejos por comida", explica Lowe. Segundo ela, além disso, ao focarmos na saúde e nas consequências a longo prazo dos alimentos que estamos comendo, em vez de apenas saborear, podemos fazer melhores escolhas alimentares.

Os autores admitem que mais pesquisas são necessárias para certificar os benefícios do exercício e mindfulness para o tratamento da obesidade. Entretanto, eles estão otimistas. "Reenquadrando a questão da obesidade em torno da atividade do córtex pré-frontal, em oposição à responsividade da região de recompensa, podemos explorar tratamentos e medidas preventivas que podem inibir o ganho de peso indesejado", diz Lowe.


sábado, 16 de fevereiro de 2019

Entenda o que é o IMC e o que a medida diz sobre sua saúde

Criado no século 19 pelo matemático Lambert Quételet, o Índice de Massa Corporal, conhecido pela sigla IMC, é um cálculo simples que permite medir se alguém está ou não com o peso ideal. Muitas pessoas buscam descobrir seu IMC quando iniciam uma dieta específica ou uma atividade física. E estão certas, pois ele aponta a normalidade - peso adequado -, a magreza ou a obesidade em diferentes níveis. Mas, com o resultado deste cálculo em mãos, o que fazer? E o que este número final diz sobre a saúde de cada pessoa?

Eliziane Leite, endrocnologista que atua na Secretaria de Saúde do Distrito Federal, ensina que, para fazer o cálculo, basta dividir o peso pela altura ao quadrado. É importante ter as medidas exatas antes do cálculo. Não vale "chutar" ou arriscar um palpite. O número final representa o quanto a pessoa tem de massa muscular + massa de gordura + massa óssea. Com o resultado, o próximo passo é traduzi-lo. Veja a tabela para interpretar:

IMC - Classificação do IMC:

- Menor que 16 - Magreza grave 
- 16 a menor que 17 - Magreza moderada 
- 17 a menor que 18,5 - Magreza leve 
- 18,5 a menor que 25 - Saudável 
- 25 a menor que 30 - Sobrepeso 
- 30 a menor que 35 - Obesidade Grau I 
- 35 a menor que 40 - Obesidade Grau II (considerada severa) 
- Maior que 40 - Obesidade Grau III (considerada mórbida)

Avaliando os resultados 

Para os adultos jovens e pessoas com até os 65 anos, é recomendado fazer o IMC em casa. "Não é um cálculo difícil e é até bom, porque alerta para uma necessidade de procurar um especialista. Muitas vezes as pessoas se surpreendem, pois não se consideram ou não se enxergam num grau de obesidade. O cálculo é revelador", diz Eliziane Leite. 

Com um profissional de saúde, é possível confirmar o número indicado pelo IMC. Dependendo do resultado, os médicos ou nutricionistas geralmente pedem exames adicionais para avaliar o grau de sobrepeso ou obesidade. 

Quando o índice de massa corporal recomendado está excedido, é porque a pessoa pode estar numa situação de sobrepeso com tendência à obesidade ou já ter a obesidade.   E esse índice vai graduar de obesidade grau 1, grau 2, grau 3. 

Se o índice estiver muito abaixo da normalidade para o homem e para a mulher indica que a pessoa pode estar no estado de desnutrição, de perda expressiva de massa. E assim como a obesidade, também existem graus de magreza.

Casos não recomendados 

Ao calcular o IMC, é importantíssimo levar em consideração se a pessoa é um atleta, uma criança ou um idoso. "No caso de uma pessoa que pratica musculação, por exemplo, o IMC pode muitas vezes não ser verdadeiro. O índice não pode ser interpretado do mesmo jeito que de uma pessoa sedentária, que provavelmente tem o índice de gordura muito maior. Então essa é uma crítica que se faz a usar o Índice de Massa Corporal de forma indiscriminada", esclarece a médica.

Essas pessoas devem ser vistas por um profissional de Nutrição ou por um endrocnologista, que não se baseiam apenas pelo IMC. Para este público, são necessárias classificações específicas. 

Eliziane Leite indica que as pessoas façam uma autocrítica da qualidade de alimentação e atividade física. Um IMC dentro da normalidade não é o suficiente para considerar a pessoa 100% saudável. "Às vezes ela tem uma massa corporal normal, mas não está se alimentando adequadamente e é uma pessoa extremamente sedentária. O IMC normal não isenta de qualquer preocupação com a sua qualidade de vida", destaca.

Fonte:- Erika Braz - Blog da Saúde - 15/02/2019


quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Mãe faz Depoimento de Melhora de Autismo – Starbien, Kenyan e Magnus


Nil costa fala como os produtos omnilife tem melhorado a qualidade de vida de seu filho que tem autismo, hidrocefalia e convunções. Com ajuda dos alimentos Starbien, Magnus e Kenyan a qualidade de vida do seu filho tem melhora significativa com 2 meses de uso.
Você conhece pessoas com problemas de autismo que consomem medicamentos pesados? Mostra este vídeo para estas pessoas para que elas tenham uma vida de qualidade sem uso de medicamentos. Ela relata que o consumo exagerado de medicamentos fortes muitas vezes não benéfico devido aos inúmeros efeitos colaterais.

O que é o autismo?

O autismo, ou transtorno do espectro do autismo, refere-se a uma série de condições caracterizadas por desafios com habilidades sociais, comportamentos repetitivos, fala e comunicação não-verbal, bem como por forças e diferenças únicas. Sabemos agora que não há um tipo, mas muitos tipos, causados por diferentes combinações de influências genéticas e ambientais.
O termo “espectro” reflete a ampla variação nos desafios e pontos fortes de cada pessoa com este transtorno.
Sinais mais óbvios do autismo tendem a aparecer entre 2 e 3 anos de idade. Em alguns casos, pode ser diagnosticado em 18 meses. Alguns atrasos no desenvolvimento associados podem ser identificados e resolvidos ainda mais cedo. Os pais devem ter preocupações em buscar avaliação sem demora, já que a intervenção precoce pode melhorar os resultados.
Veja o resultado.


FIBROMIALGIA NÃO É COISA DA SUA IMAGINAÇÃO

Durante décadas, pacientes com  fibromialgia  visitaram consultórios de diferentes especialidades procurando alívio para suas dores. Questi...